7.11.07

Perco-me


Perco-me em enredos complicados
saturados do pó das viagens
percorrendo os lugares,.
donde embarco nos ventos que sopram
cortantes
secos.
Sopro a história contada
nas infinitas vezes
de quem me pediu um sorriso,
e ergo o queixo
para ver acima de quem
me afronta com a palidez,
dos dias sem cores,
sem cantigas que trauteie
no vaguear dos passos,
no desafio de fazer de cada minuto
um tempo perpétuo
memorial
das coisas que quero
e nunca ousarei.
Sou assim perdido,
sou assim no esquecimento
que ultrapassa
a minha condição mortal
simples,
de viver por estes dias
nesta terra
imensa
sou assim perdido
sem me encontrar.

1 comentário:

T u r t l e M o o n disse...

esse sentimento de perda e solidão é comum á condição original de todo o ser humano e o poeta facilmente se identifica com ela.gostei!