15.11.07

Náufrago




Desmembro as correntes do vento,
corto o sopro
a cada inconstância
que se percebe nas aragens.
Abro o meu peito
aos desmandos dos desejos,
e sou naufrago
das marés e das sereias,
que me encantem e vencem.
Na imaginária lenda
que corre do meu sangue,
sou tarde de mais
a personagem branda
rectilínea,
que faz parte
de todos os cantos da vida.
No trespassar de cada dia,
dos momentos
que não se deixam esquecer,
sustento em mim
a ténue e frágil
esperança,
de permanecer enfeitiçado,
de me deixar de mim
e ser esse teu ser
que morre em cada alento,
e renasce pronto
a ser -
alimento -
de um último beijo teu.

7 comentários:

Vera disse...

Adorei o teu poema.
Está muito triste, muito profundo e transmite muita emoção.
Espero que a esperança chegue mais forte ao teu coração e que esse beijo não seja o último, mas o primeiro de muitos.

Beijinhos

Sailing disse...

Adorei cada palavra, num belo momento

Parabens

Mel de Carvalho, www.noitedemel.blogs.sapo.pt disse...

JB
Já havia comentado este poema num dos nosso "ancoradouros" comuns.
Naufragamos num mar de palavras e lá nos re(encontramos) por dentro de nós mesmos.
Bom sempre ler-te.
Um abraço fraterno d(a)e Mel

PoesiaMGD disse...

Nunca me canso de tua bela poesia! Linda!

Um beijo

T u r t l e M o o n disse...

adoro este poema,é lindo!!!tanto que o postei no meu blog.bjs

T u r t l e M o o n disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
T u r t l e M o o n disse...
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