16.2.11

O teu nome








O teu nome ocupa-me
preenche-me,
Não como um sinal
Ortográfico, tinta…
código!
É o teu nome,
a tua marca,
O teu ser.
É esse teu nome
Que paira e se senta
No gosto que tenho de te pensar.
Amo dizer teu nome
dizê-lo sincopado letra a letra
soprá-lo
escrevo-o em letras redondas
na casca dos carvalhos velhos
nos muros de cal mole
fresca.
O teu nome acode-me na memória
frugal
O teu nome
que sempre me resta
mesmo quando não és mais
que a vã madrugada
encoberta pela bruma.


1 comentário:

b r i s a disse...

«mesmo quando não és mais
que a vã madrugada
encoberta pela bruma.» - e esse aparente nada, é tudo...