10.2.09

A tua presença




Perturba-me
saber-te,
encontrar-te na interminável
persistência
com que desafias os meus sentidos
e tanges na minha pele
essa tua marca
pessoal e intransmissível
com que envolves
o nosso dia;
Não consigo disfarçar
a tua existência,
entras no minha quota
de oxigénio
e respiro-te
em qualquer sentido onde vá,
como se a contra mão,
não fosse senão um sinal
sem sentido,
a estrada que me leva
que me indica este destino
pleno
de um fado cantado
nas horas onde já me despedi
de mim.
Acabo sentado neste miradouro
donde me vejo
e percebo nesse rio onde cabemos
a força de me entrares
na garganta
e pronunciar mudo
o teu nome a tempo inteiro.

4 comentários:

frAgMenTUS disse...

sabes Jorge, é esta tua presença poética intensa, profunda, melancólica e apaixonada que me faz gostar da tua poesia!a sério, espe poema está soberbo - dos q + gosto escritos por ti!

fantástica a musa q assim te inspira...adorei este excerto:

"nas horas onde já me despedi
de mim.
Acabo sentado neste miradouro
donde me vejo
e percebo nesse rio onde cabemos
a força de me entrares"

obrgda
um bj

Anónimo disse...

O poema está soberbo

Deixo-te um beijo

frAgMenTUS disse...

mimo p/teu blog no meu :)
bj e dia feliz

o Nosso cAstelo disse...

respiração mutua pela beleza das tuas palavras