21.5.08

No calor dos corpos colados

No calor dos corpos colados, no fim de nos termos, a tua pele carmesim, encosta-se a mim, o teu cheiro chega-se, embrenha-se na mistura dos dois. Sinto o doce toque da tua mão no meu corpo, e devolvo teu toque, tocando-te, sentindo teus poros arrepiados. No teu olhar, adivinho os teus segredos que me contas, disponível, dada. Na sala toca jazz, baixinho, adormecendo-nos. O teu corpo continua escaldante, meu. Olho-te irrepetivelmente e na doçura que cresce por entre nossos lábios, deixo os meus desejos, que cumpres, como ordens de um rei a quem te entregas vassala. Os teu riso contagia-me, somos felizes assim, rindo do que temos e do que somos, amando-nos e dando ao torpor dos nossos corpos a melodia singela de um amor que se prolonga em surdina. Depois adormeces, cansada, exausta, feliz… extasio-me na contemplação de ti, dormindo. E eu então adormeço, guardando-te em meu corpo, para depois acordar em teus lábios, que me chamam.

3 comentários:

Vera disse...

Um belíssimo texto JB!
A última frase então... sublime!

Beijinhos

john disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
T u r t l e M o o n disse...

eis uma prosa poética cheia de sensualidade e fluidez!bjs