24.1.08

Memória fugaz



Percorro os cantos
da memória,
a solidão cobre-me os ombros,
arrepiando-me em versos
cinzentos,
exilados.
Vens-me ao pensamento
Inundando
meu corpo, caminhando
para as noites profundas
na entrega do destino
da minha sorte.
Se ao menos ouvisse a tua
voz…
sussurrando as promessas
dos outros dias,
se te recordasse
quando coraste
com as rosas que te entreguei…

2 comentários:

Vanda Paz disse...

Tenho aprendido que a voz faz a ponte a quem já gastou todas as letras...

Um poema para reflectir

Beijo

Vera disse...

A memória pode ser traiçoeira, mas muitas vezes as recordações estão lá e é por vezes tão simples tornar o passado presente e sussurrar novas promessas.

Beijo