11.11.13

Vem

Cada vez que os sonhos acordarem
chega-te bem perto
naufraga, afunda estas dúvidas
cala os meus receios
e deixa que seja teu
nas promessas
que os corpos cumprem
quando na cama
os riachos se tornam
mar cheio
alteroso, inquieto.
Vem
traz-me os sinais
das espigas maduras
que os prados loiros pariram,
traz-me o sabor de um pão
trincado,
e serei teu
saciando a fome nesses teus seios
e no teu corpo
tatuado no meu
como um sereno pôr-do-sol
sem mar nem céu
vem
que me sabe bem

saber que vens.

1 comentário:

Vanda Paz disse...

Lindo

Beijos