18.12.09

Poemas de ti(20)




Sim, Amor
É o beijo que se acende
ergue-se vivo na minha boca
e declaro-me
na entrega do meu corpo
ao teu,
dou-me ao vento mistral
que me leve
sem condições
sem pactos,
sou a carne dos anos
por onde ando
nos desejos que não se cumprem
e na sede e na fome
morta a cada instante
nesse teu corpo -
travessa -
centro da mesa
onde me serves tua
e me aconchego
por fim
no sobranceiro gozo
de um licor final
e no momento que sobra
ainda intacto,
gozo a espera
de cada segundo
como se a eternidade
me condenasse
a entender-me apenas
em ti.

2 comentários:

Vera disse...

Um poema feito de entrega e amor! Terno e sensual, muito teu!

Beijo Poeta

Vanda Paz disse...

Enches-me os olhos e o peito com a tua poesia

Um excelente ano de 2010 para ti e para os que amas

Beijo