24.8.07

O tédio


O tédio – inimigo do olhar,
distrai-me,
faz-me perder
a inquietação
a vontade genuína
da descoberta.
No tédio é que é
pequena
a força da vontade.
Imóvel,
percorro inanimado
todas as letras
porque me alheio
de te conhecer.
No tédio, aborreço-me
da expressão,
de te desenhar
com a vontade
com que meus olhos desejam
o teu corpo
que passa sem me acordar,
deixando o perfume
desenhado no cingir do teu vestido,
dessas tuas curvas que explodem
nos teus seios.
e na luz de um sonho
feita no luar de teu corpo
acetinado - provocante
onde percorro
num dedilhar estranho
este teu mistério
que me desencontra
de todos os meus tédios

8 comentários:

Vanda Paz disse...

Bem vindo...

Beijo

PoesiaMGD disse...

Um tédio feito poema... muito belo!
Bjs

Vera Carvalho disse...

Jorge,
Indiquei seu poema intitulado "Quimera" , para o "PRÊMIO CANETA DE OURO – POESIAS 'IN BLOG' 2007", idealizado por ANDRÉ L. SOARES e RITA COSTA. Para conhecer as regras desse evento clique AQUI. Desde já desejo-lhe boa sorte. Participe, faça também as suas indicações e, juntos, vamos construir um dos maiores eventos relacionados à poesia, em blogs de idioma Português!

Jorge, vai até ao meu blog e vê as regras de participação ou qualquer dúvida - vera.carvalho.am@gmail.com

Um abraço!


Vera Carvalho

Anónimo disse...

Este teu tédio é encantador...gostei de te reencontrar...fica bem.

Bjos Doces no coração
...I...

Vera disse...

Bom ler-te novamente!

Beijinhos

Isa&Luis disse...

Olá:))

Uma torrente de emoções, amei!

Beijinhos

Isa

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Cá cheguei pelo nome coincidentemente tão-me familiar...

Tenho alguém a quem assim chamo.

Adorei esse tédio que descreveste poeticamente tão bem.
***********************************

impulsos disse...

O tédio é uma forma de morte lenta...
Mas o teu tédio, descrito em poesia, é o contrário
... é vida!

Bjo