22.5.07

O brilho das horas


foto in: www.fpam.pt
O brilho das horas
vespertinas
contrasta no azul da tua foz,
o meu veleiro sereno, aporta
na bolina da vaga
que o apressa.
Acolhes-me em teu porto
sem amarras,
acosto-me
em teus braços murados
onde lanço os meus
pelo horizonte,
cobrindo de tesouros
o que a vida gasta
conquistou.
Descubro meus desejos
no teu cais,
estendes pelo chão os
meus achados,
acolhes os meus beijos
no teu regaço,
e nas mantas espalhadas
noite fora
tomas-me e pedes
que te dê,
a verdade
que trago guardada,
curtida no sal
das marés vivas,
a que sobrou
da vida a navegar.
Rebentam já as ondas
ancoradas,
onde chego e parto
sem esquecer,
que parto para sentir
a tua ausência,
e volto para matar
minha saudade.

5 comentários:

Vanda Paz disse...

E é neste brilho das horas que te encontro com saudade

Beijo poético

T

Vera Carvalho disse...

De mar, poesia e paixão me alimento aqui.
Beijos ternos.

Anónimo disse...

Ai,Ai...o teu brilho é tão grande...que quaze me ofusca...


Mil beijos doces no coração
I...

PoesiaMGD disse...

Belíssimo, apaixonado e apaixonante!
Um abraço

Vera disse...

Como é bom partir para poder sentir saudades, e saber que temos um porto seguro para onde voltar, sempre!
Jorge és realmente... *****

Adoro-te!

Mil beijos