
É de dentro desta terra
que me molda,
que jorra esta água fresca
inimitável
única, irrepetível.
Tal como os meus olhos
que te seguem,
e amam esse teu corpo
onde me dessedento
da tórrida claridade,
com que o tempo me escarnece,
e me mostra
do cimo das torres de marfim,
rios que não extravasam
dessas margens onde já correm
desde o dia
onde nascemos já escravos.
E hoje,
que os lábios se revoltam
e te pedem
que me estendas,
esse rio bravo e torrentoso
que guardas no profundo
do teu âmago,
é destes dias reclamados,
que faço do meu peito
a seara
onde te alimentas,
onde pronunciarás
sem medo,
o que sobrar dos nossos sentidos.
que me molda,
que jorra esta água fresca
inimitável
única, irrepetível.
Tal como os meus olhos
que te seguem,
e amam esse teu corpo
onde me dessedento
da tórrida claridade,
com que o tempo me escarnece,
e me mostra
do cimo das torres de marfim,
rios que não extravasam
dessas margens onde já correm
desde o dia
onde nascemos já escravos.
E hoje,
que os lábios se revoltam
e te pedem
que me estendas,
esse rio bravo e torrentoso
que guardas no profundo
do teu âmago,
é destes dias reclamados,
que faço do meu peito
a seara
onde te alimentas,
onde pronunciarás
sem medo,
o que sobrar dos nossos sentidos.







