
foto de LiaPansy
Nas ruas que se escancaram
rebatem lentamente as horas,
cadencias das torres sineiras
que não te percebem,
escondida,
nas esquinas desbotadas.
O trânsito das almas
inocentes
desce em direcção às sopas
do jantar,
aos braços dos que ficaram
por esperar.
Subo de encontro à corrente
passo por rostos
intraduzíveis,
perdidos na fotogenía barata
das notícias verdadeiras,
roço-me
por mulheres destinadas
ás camas, de homens
que se deitam mais tarde,
depois que a cozinha se aprume
e o lume se apague.
Meto pelas vielas
que não se deixam encontrar,
abro as solas dos sapatos
nas esquinas dos balcões,
onde me abstenho de mim
e me incorporo, verde
em absintos, que me livrem
de sentir,
a dura caminhada
que ainda tenho por fazer.
rebatem lentamente as horas,
cadencias das torres sineiras
que não te percebem,
escondida,
nas esquinas desbotadas.
O trânsito das almas
inocentes
desce em direcção às sopas
do jantar,
aos braços dos que ficaram
por esperar.
Subo de encontro à corrente
passo por rostos
intraduzíveis,
perdidos na fotogenía barata
das notícias verdadeiras,
roço-me
por mulheres destinadas
ás camas, de homens
que se deitam mais tarde,
depois que a cozinha se aprume
e o lume se apague.
Meto pelas vielas
que não se deixam encontrar,
abro as solas dos sapatos
nas esquinas dos balcões,
onde me abstenho de mim
e me incorporo, verde
em absintos, que me livrem
de sentir,
a dura caminhada
que ainda tenho por fazer.











